História

Historia

Em 1895 surgiu em Tatuí a Beneficência Tatuhyense, embrião da Santa Casa de Misericórdia. Ela foi fundada em 8 de julho de 1895, no salão nobre do então Gabinete de Leitura Tatuiense, onde nos dias de hoje está o estacionamento do Banco Itaú, na Praça da Matriz.

Esta teria sido, segundo o historiador Renato Ferreira de Camargo, a terceira instituição de caridade fundada em Tatuí, Antes, vieram o “Asilo de Caridade” (1885, construído para atender aos que sofriam do Mal de Hansen) e o “Hospital do Isolamento” (construído também para atender aos portadores do Mal de Hansen, numa área que pertencia ao jovem Dr. Emílio Ribas, trazido a Tatuí pelo industrial Manoel Guedes). Mais tarde, os doentes foram removidos para a Vila São Lázaro, ficando ali abrigados até a década de 30.

A assembléia para constituição da Beneficência Tatuhyense foi presidida pelo Capitão Antonio de Oliveira Leite Setúbal, servindo como secretários os senhores Eugênio Frederico dos Santos e José Thomaz Correia Guimarães (Nhô Nhô da Botica). O primeiro Conselho Administrativo foi formado por: Cel. Affonso de Camargo Penteado, Manoel Guedes Pinto de Mello, Manoel Luiz da Silva Sá, Antonio Apolinário da Costa Neves e Eugênio Frederico dos Santos.

 

A nova maternidade da Santa Casa de Tatuí, que terá 25% a mais de leitos do que a antiga maternidade da unidade, ainda em funcionamento. Foram investidos, pelo Governo do Estado, R$ 2,3 milhões nos últimos dois anos para a construção do prédio e a aquisição dos equipamentos. A nova unidade já é considerada uma das mais modernas de toda a região.

A maternidade tem 44 leitos disponíveis, dos quais 22 serão destinados ao uso de exclusivo de pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). No prédio antigo, a unidade tinha apenas 19 destinados ao SUS. Dentre as novidades do prédio, estão recursos voltados ao conforto dos pacientes e à humanização do atendimento. Todos os quartos terão TVs de LCD e ar-condicionado. Os leitos também foram adaptados para que as gestantes possam ter um acompanhante durante a internação.

A maternidade também oferecerá plantões 24 horas de atendimento nas áreas de ginecologia e obstetrícia. São realizados 155 partos por mês, inclusive de pacientes dos municípios vizinhos a Tatuí.

 

O banco foi idealizado e fundado em 1955 pelo primeiro presidente do Lions de Tatuí, Fortunato Minghini e, entregue à Santa Casa em 2 de setembro de 1956, sendo presidente de LC de Tatuí, o senhor José Carlos Holtz.

Em setembro de 2003, o Lions de Tatuí, sentindo a necessidade da ampliação na coleta de sangue a fim de suprir a demanda crescente da população da região, sob a presidência do senhor Marcel E. L. Proost resolveu tomar a iniciativa de construir um novo prédio para o Banco de Sangue, seguindo todas as exigências da Vigilância Sanitária Estadual.

Com colaboração da população da cidade, da Prefeitura Municipal de Tatuí, verbas da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e subsídios doados pela LCIF – Lions Clubs International Foundation, o Banco de Sangue “Fortunato Minghini” foi construído e totalmente equipado, com os mais modernos equipamentos e também informatizado.

No ano de 2005, encontrando-se em pleno funcionamento, as responsabilidades pelo custo operacional e manutenção ficaram a cargo da Santa Casa de Misericórdia de Tatuí. Porém, como esta entidade passa por grandes dificuldades financeiras e para que não haja comprometimento do bom funcionamento do Banco de Sangue, o Lions de Tatuí continua o seu trabalho humanitário, realizando jantares beneficentes, campanhas de arrecadação de bolsas de sangue e materiais descartáveis.

O sucesso deste projeto social teve uma grande parcela na participação e ao grande espírito altruístico e solidário da população tatuiana.
O Banco de Sangue “Fortunato Minghini” é um orgulho para os associados do Lions de Tatuí, é um exemplo concreto de que com um objetivo, planejamento, parcerias e um grande envolvimento o sonho torna-se realidade.

José Vanni (Bepe Vanni)

 

Nasceu em Lucca, na Itália, em 23 de abril de 1880. Filho de Florindo Vanni e Tereza Luchesi Vanni. Chegou ao Brasil com 23 anos e estabeleceu-se em Tatuí. Casou-se com América Vanni. O casal teve quatro filhos: Nilzo, Élide, Elze e Eda.

O jornal “O Progresso de Tatuí”, dirigido por Vicente Ortiz de Camargo, em sua edição de 28 de janeiro de 1962, destacou a figura de Bepe Vanni e sua importância para Tatuí: “Industrial e comerciante operoso e de correção a toda prova, dotado de singular capacidade de trabalho, era líder autêntico em sua classe – ouvido e respeitado em razão do seu espírito lúcido e do bom senso, da lealdade e probidade que marcavam todos os seus atos”.

Presidente da Associação Comercial de Tatuí, onde assinalou sua passagem imprimindo-lhe gestão das mais proveitosas, presidente também por vários anos da Sociedade Italiana (também Sociedade Recreativa 1º de Setembro), a qual conheceu sob sua direção seus melhores momentos. Mas, todavia, foi a frente da Santa Casa de Misericórdia de Tatuí, que Bepe Vanni realizou sua obra maior, ainda mais engrandecida com a construção da Maternidade, empreendimento gigantesco para a sua época, superior às possibilidades materiais da cidade, mas levado avante juntamente com dois companheiros seus de igual têmpera e tenacidade, que foi Adão Bertin e João Dalmácio de Azevedo.